Por que os Venezuelanos se sentem tão bem junto aos colegas brasileiros?
Me graduei
médico na Universidade Federal de Juiz de Fora em Minas Gerais,
voltei para a Venezuela e novamente retornei ao Brasil em 1979 para
fazer residência de cardiologia no Instituto “Dante
Pazzanese” de Cardiologia, pouco após Andreas Gruntzig
ter realizado a primeira angioplastia coronária. Alguns anos
depois, ingressei no serviço de hemodinâmica junto
a meus colegas César Esteves (Brasil) e Manoel Cano (Argentina).
Ali, guiados com maestria pelo Dr. J. Eduardo Sousa, aprendemos
a trabalhar de modo vigoroso e organizado, colocando a ciência
e o bem estar de nosso paciente em primeiro lugar.
Os anos se passaram e hoje a Venezuela conta com 36 salas de hemodinâmica,
nas quais 50% dos médicos são formados nos mais diversos
centros de excelência espalhados pelo Brasil (informação
fornecida pelo Dr. Henrique Fermin, presidente da Sociedade Venezuelana
de Cadiologia Intervencionista). Por este motivo, em nossas
reuniões, é muito frequente falar português
e lembrar-nos dos tempos de residência médica em terras
tupiniquins com saudosismo.
Em 1999 fundamos a Sociedade Venezuelana
de Cardiologia Intervencionista na cidade de Barquisimeto
e nossos congressos e jornadas gozam de prestígio nacional,
sendo frequentados por colegas cardiologistas e clínicos
gerais, oferecendo conferências, casos ao vivo e discussões
interativas.
Finalmente gostaria de registrar que todos nós, aqui na Venezuela,
esperamos ansiosos pelo congresso da SOLACI-SBHCI 2009, pois teremos
a magistral oportunidade de reencontrar nossos professores, colegas
e amigos de toda a América Latina.
Um forte abraço a todos
Ramón Cadeño
Ecarri
Professor Adjunto de Semiologia
da Universidade de Carabobo-Valencia-Venezuela
Cardiologista Intervencionista
Colaborador Ativo do Registro SOLACI e
Presidente de "Hemodinamistas
de Carabobo"
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